Rádio Jornal Petrolina e um novo desafio

Panfleto

Pernambucano: Carcará derrota Sport no tempo normal, mas é desclassificado na disputa de pênaltis

salgueiro x sport

A exemplo do que aconteceu na última quinta-feira (21), o placar de 1×0 se repetiu novamente na tarde deste domingo (24) no duelo entre Salgueiro e Sport, pelas semifinais do Campeonato Pernambucano. Desta vez o Carcará saiu vencedor, mas como precisava de no mínimo dois gols para ir às finais, à partida foi decidida nos pênaltis. E o Leão da Ilha acabou levando a melhor em pleno Estádio Cornélio de Barros.

A partida não foi boa tecnicamente. No primeiro tempo o Salgueiro até esteve levemente melhor, e acabou abrindo o placar aos nove minutos com Moreilândia, que invadiu a área, levou a melhor contra Renê e soltou um balaço na gaveta do goleiro Danilo Fernandes.

Depois do gol, no entanto, o Sport acordou e teve alguns momentos de perigo contra a meta do goleiro Mondragon. Mas o Carcará também mostrou força dentro de casa. Rogério Paraíba, nos acréscimos (aos 48 minutos), cobrou uma falta que acertou a trave de Danilo.

O arqueiro do Sport, inclusive, fez uma defesa quase milagrosa no segundo tempo. Aos 18 minutos, Rodolfo Paraíba vai até a linha de fundo e cruza rasteiro para a pequena área. Piauí chega rápido, por trás da zaga, e finaliza, mas Danilo salvou o Leão. O jogo acabou caminhando num ritmo em que os dois times pareceriam satisfeitos em levar a disputa para os pênaltis. E foi o que aconteceu. O Carcará, no entanto, perdeu com Marcos Tamandaré e Toty. Já o Sport perdeu apenas um, com Gabriel Xavier. Agora, o Salgueiro prepara-se para disputar o terceiro lugar contra o Náutico, que foi eliminado pelo Santa Cruz.  (foto reprodução/TV Globo)

Homem tenta entrar com maconha em marmita de sopa em cadeia de Serra Talhada

Cadeia Serra Talhada 1Um homem tentou entrar na cadeia de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, com aproximadamente 100 gramas de maconha escondidas no fundo falso de uma marmita de sopa. De acordo com a Polícia Militar, o suspeito esteve na unidade prisional no sábado (23) enquanto agentes recebiam as refeições para os detentos.

A polícia informou que os agentes perceberam que o recipiente tinha um fundo falso e encontraram a droga armazenada em um saco plástico. A polícia disse ainda que o suspeito fugiu antes de prestar esclarecimentos. A droga foi entregue à Delegacia de Polícia Civil do município e ninguém foi preso. (do G1 Caruaru)

Artigo do leitor: “O Estrategista radical de Esquerda”

200px-rules_for_radicalsO ativista político Jadson Ferreira, membro da Juventude Democratas de Juazeiro, nos envia um artigo com uma análise política entre esquerda e direita.

Leiam:

Saul Alinsky – O Estrategista Radical de Esquerda

Todo levante para a tomada de poder é preciso ter uma investida e a investida é estrategicamente montada por um estrategista.                  

Gramsciano de carteirinha, Alinsky já sabia que a revolução Marxista não mais seria por luta armada, mas por uma revolução cultural. Seguindo à risca as 45 metas da agenda socialista e a agenda do ‘politicamente correto’, ele foi o responsável por aplicar de forma metodológica as tendências comunistas. Seria de maneira muito eficaz tentar ruir a estrutura de dentro para fora, implantando a cultura que eles desejavam. Com o seu ódio nutrido pelo sistema vigente e o seu pragmatismo, Alinsky conseguiu fazer o que outros ideólogos de esquerda não conseguiram, que foi unir os dissidentes comunistas, socialistas, progressistas, anarquistas, feministas e teólogos da libertação.

Na década de 30 é que tudo começa a se desenrolar na vida de Saul Alinsky. Sociólogo, foi apresentado à gangue de Al Capone no período em que vigorava a lei seca. Para Saul Alinsky, não era um problema se envolver com organizações criminosas, pois o que ele queria fazer – desestabilizar o sistema americano – encontrava nessas organizações um braço forte para a sua luta. Com o seu ódio nutrido pelo sistema americano, sua mente cínica, doentia de esquerda, não tinha problema algum unir-se com criminosos, pois de alguma maneira atingia o seu propósito de macular o sistema.

Não é coincidência, e muito menos obra do acaso, o crescimento da criminalidade acentuada nas localidades onde vençam governos de esquerda. Podemos citar os exemplos de Vladimir Lenin, Josef Stalin, Adolf Hitler, Mao Tsé, que em tempos de ‘’ paz’’ mataram quase cem milhões, e essas mortes não foram de inimigos da nação. A população foi vítima desses governos totalitários. E porque não incluirmos os governos Lula e Dilma? Governos do irresponsável politicamente correto comunista, onde criminosos são tratados como ‘’vítimas’’ da sociedade. Olhando para Juazeiro, já estamos no lastimável número de 37 homicídios (até o dia 19/04/2016) e as várias tentativas de atos de violência. Não se esqueçam de Juazeiro que é governada por um prefeito do PCdoB – Partido Comunista do Brasil.

Um tempo após o seu intercâmbio na máfia, Saul Alinsky viu a necessidade de mostrar aos seus companheiros esquerdistas que faziam protestos promovendo a baderna e a bagunça, as mesmas formas que vemos hoje os movimentos de esquerda como o MST, UNE, LGBTS, feministas e outros. Deveria mostrar-lhes as formas de como tomar o poder e atrair a massa a seu favor escrevendo em um livro, o passo a passo de como agir.

Ele o chamaria de “Rules for Radicals” (Regra para Radicais), e também os advertia que eles não deveriam estar do lado de fora gritando frases como “abaixo o sistema capitalista”, ”por uma América fraternal e Soviética”… Mensagens agressivas que os americanos nunca aceitariam. O lugar deles era dentro do Partido Democrata Americano, chegando ao poder e implodindo o sistema por dentro. Infiltrado nas reuniões do Partido Democrata Americano, Alinsky tratou de estreitar os seus laços com Lyndon Johnson, presidente norte-americano na época, buscando conseguir fundos para ONGs que ele coordenava. As ONGs para Alinsky eram o coração da estruturação do poder, pois lá seria o lugar ideal para doutrinar novos revolucionários. Uma das maiores ONGs de Saul Alinsky, a Mead East Academy, formou 40.000 ativistas revolucionários em todo o território americano, somente uma das dezenas de instituições fundadas por Alinsky. O mais famoso discípulo de Saul Alinsky é o atual Presidente dos EUA, Barack Hussein Obama!

Conhecer Saul Alinsky é antes de tudo perder a ingenuidade política. A sua “lógica” é formada com três premissas básicas: em primeiro vem a desinformação; em seguida o Niilismo político; e por último a destruição do oponente. Começando pela desinformação, farei a seguinte citação: que é a dedicatória do seu livro Regra para Radicais:

“Devemos olhar para o passado e dar credito ao primeiro verdadeiro radical, o primeiro radical conhecido pelo homem que se rebelou contra o sistema que o fez de forma tão eficaz que pelo menos conseguiu o seu próprio reino, Lúcifer.” (ALINSKY 1971, p.05)

Nós vemos nessa citação duas coisas, a farsa e a vontade pelo poder, quando diz “pelo menos conseguiu o seu próprio reino”. Aí está empregada a desinformação, pois se você disser ao seu público os objetos finais de seu projeto político, eles não vão lhe apoiar. Assim pensava Alinsky: tem que dizer que após a luta virá algo bom, mesmo que você não saiba o que é! Que o mundo que você vive é algo mal e cruel e tem que ser mudado, e somente a revolução é capaz disso, afinal quem não quer um reino para si? O reino que Alinsky apresenta nós sabemos qual é. Ele se desmascara e também a causa revolucionária. O inferno, reino conquistado por Lúcifer, é um lugar de sofrimento, amargura e vícios. Ele não é claro ao falar no que houve com Lúcifer após ser lançado ao abismo, podemos fazer a analogia perfeita dos fatos com essa dedicatória. A revolução de Lúcifer o levou a ser lançado fora do sistema vigente que era o lar celeste, e que ele fora para o inferno, onde há dor e tristeza. Assim também foi nos governos totalitários de esquerda: com a sua revolução, homens tiranos dominaram suas nações e as fizeram de reféns. Aconteceu com Lenin, Stalin e Hitler. Conhecem algo mais parecido ao inferno que AUSCHWITZ na formação do terceiro Reich, que culminou na morte de milhões de pessoas? E os GULAG’S na União Soviética?                                                                                                      

No segundo ponto está o Niilismo político que gira em torno da depreciação da ética e da moral e a perda da noção do absurdo. Se posta por Nietzsche como principio básico a morte da crença na divindade cristã e seus valores morais. O Niilismo político também pode ser a destruição de qualquer forma de conduta em que valorize as questões éticas, morais e sociais que sustentam a cultura ocidental como a moral ética judaica – cristã, o direito romano e a filosofia grega.

Para que o Niilismo possa funcionar esses fatores têm que ser destruídos. Todo revolucionário é Niilista e todo Niilista é de esquerda! Querem tirar todas as demonstrações da religião cristã das escolas publicas oração, imagens, ensino da religião católica e protestante, as datas comemorativas ligadas à religião cristã estão sendo trocadas por qualquer atividade curricular e extracurricular, querem tirar o ensino da história antiga dos currículos escolares, para que ninguém conheça as antigas civilizações, as que influenciaram a nossa próspera civilização ocidental, além de famigerada tentativa de grupos GLBT empurrando goela abaixo a cartilha do seu movimento nas nossas crianças (de até seis anos). Esse é um dos absurdos que a esquerda quer implantar em nosso país. A mente do esquerdista não funciona de forma sadia, não se pode confiar em genocida, imoral e antiético. Esse é um puxão de orelha em particular: O que cristãos estão fazendo em partidos socialistas? Ora bolas! Vocês são burros ou mentirosos? O que vocês sabem de política, seus tapados? Honrem a sua fé e saiam desse engano!

Para encerrar, vamos à última premissa: a destruição do oponente. Além de Gramsciano e Niilista como Nietzsche, Alinsky admirava Lenin, em uma frase muito conhecida de Lenin, que diz o seguinte: “Em um debate político, o argumento nunca serve para derrotar o seu inimigo, mas para extirpa-lo da face da terra!”.

Uma das táticas mais conhecidas e usadas por seus seguidores é a quinta das suas treze táticas de organização de massa que está em seu livro, Regra para Radicais: “O ridículo é a arma mais potente do homem. É quase impossível contra-atacar o ridículo, também enfurece a oposição que então reage ao seu favor”.

Uma das armas mais usadas pela esquerda falaciosa como sempre, e inteligente como nunca, por não ter o poder de argumentação a seu favor, são os insultos e a criminalização dos seus oponentes pelos militantes. Chamarem-lhes de machistas, fascistas, coxinhas, golpistas, homofóbicos, gordofóbicos. É o discursinho formado na cabeça do comuna, pois de economia política e Estado de Direito eles não entendem.

Saul Alinsky, estrategista radical que foi ao submundo do crime para tirar lições e nortear os seus companheiros, passando de década em década. O seu público hoje está muito bem aparelhado com essas táticas. O senhor Alinsky só se esqueceu de algo! No mundo não existe somente à esquerda, e por mais que leiam Trotsky, Karl Marx, Max Weber, Gramsci, Simone Beauvoir, etc…                          

Com boas doses de Ludwig Von Mises, Olavo de Carvalho, Milton Friedman, Roger Scruton e a excelência da palavra de Deus, são o bastante para vencer qualquer debate ideológico. E viva a Direita!        

Jadson Ferreira/Estudante de História e membro da Juventude Democratas de Juazeiro da Bahia                                        

Flagrante do desrespeito à terceira idade

idoso em pé no onibus

O Estatuto do Idoso trouxe conquistas mais do que merecidas para as pessoas da terceira idade, mas em Petrolina o desrespeito a essa faixa de público está, infelizmente, por toda parte.

Um leitor do Blog registrou um desses flagrantes, dentro de um ônibus coletivo, e desabafou: “Eles deveriam ter direito a quantos assentos fossem necessários, ou as pessoas deveriam ser mais educadas”. Tem toda razão.

Com votação do impeachment próxima, popularidade de Dilma despenca

dilmaDilma Rousseff se tornou, em janeiro de 2012, a presidente mais popular do Brasil pós-redemocratização, com aprovação de 92% (59% de ótimo ou bom e 33% de regular). Pouco mais de três anos depois, o índice não alcança dois dígitos e a petista está a duas semanas de um provável afastamento pelo Senado para a análise do processo de impeachment iniciar na Casa.

Ao longo dos últimos 63 meses, Dilma colecionou uma série de erros que ajudaram a deteriorar a imagem da primeira mulher eleita presidente da República. Com falta de habilidade para negociar com o Congresso e com o mau humor crescente das ruas — sobretudo da classe média e do setor produtivo —, Dilma cabala votos na esperança de escapar da cassação do mandato. Com a abertura do processo praticamente sacramentada, ela precisa do apoio de 28 para evitar a mudança definitiva do Palácio do Planalto.

Se o presente é desolador, o começo da trajetória foi mais do que alvissareiro. Setores importantes do país tinham implicância com o antecessor de Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora o petista tenha encerrado o segundo mandato com 87% de aprovação popular, muitos o viam como alguém conivente com atos de corrupção, avesso à meritocracia e leniente com ditaduras africanas e socialistas, potencializado com as brigas que ele sempre mantinha com a imprensa, especialmente após a descoberta do mensalão.

Dilma tentou descolar-se dessa imagem e, logo na largada do primeiro mandato, mandou embora sete ministros suspeitos de atos de corrupção, atraindo para si a imagem de ‘faxineira’”, lembrou o diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto de Queiroz. Dilma virou febre, chegou a ser colocada como a segunda mulher mais importante do mundo, atrás apenas da chanceler alemã, Angela Merkel. Mas não conseguiu segurar a pressão do dia a dia político. Criticada pelo PT, pelos aliados e por Lula, Dilma acabou se recompondo com os partidos da base de sustentação, demonstrando fragilidade política.

Juros

Ela tentou, também, comprar uma outra briga, desta vez com o sistema financeiro. O setor não é bem-visto pela população, que sempre reclama de uma suposta política extorsiva praticada pelos bancos. Dilma obrigou o Banco Central a baixar a taxa Selic, forçou os bancos públicos a diminuir a diferença entre os juros de empréstimos e de investimentos, o chamado spread, derrubando, ainda que mais discretamente, as taxas dos bancos privados. Encrencou-se quando implicou com a taxa de retorno das empreiteiras nas obras de concessões públicas. “Dilma passou a ser vista como alguém contrária ao lucro, ao capitalismo e à livre concorrência”, lembrou Toninho.

Ela também adotaria medidas equivocadas ao segurar os preços dos combustíveis — prejudicando a Petrobras — e da energia elétrica, complicando os balanços de distribuidores e geradoras. “Além disso, em plena campanha eleitoral, Dilma simplesmente anunciou que Guido Mantega não seria mais ministro da Fazenda e levou quase dois meses para definir-se por Joaquim Levy. Sem justificar por que o escolheu”, lembrou o professor do Insper e cientista político Carlos Melo.

Inimigo errado

Não foram apenas erros econômicos os cometidos por Dilma. “Ela chamou prefeitos e governadores, após as manifestações de junho de 2013, para anunciar um pacto de ações para responder às demandas das ruas. Mas anunciou os cinco pontos antes da reunião. De que adianta, então, chamar governadores e prefeitos?”, questionou Melo. Segundo o cientista político, ela também errou muito com o PMDB. O Planalto foi incapaz de impedir que Eduardo Cunha chegasse à liderança do partido na Câmara, mesmo sabendo que ele já havia prejudicado o PT e o governo em 2007, quando era o relator da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Hoje, ele é presidente da Casa e um dos maiores algozes do governo federal. A derrota, no entanto, se seguiu a uma estratégia arriscada, de confronto com o PMDB, que ocupava o primeiro posto na sucessão de Dilma.

O governo patrocinou a criação de legendas como o PSD, de Gilberto Kassab, e o Pros, que, em um primeiro momento, abrigou os irmãos Ciro e Cid Gomes, hoje no PDT. “A intenção era diminuir os espaços e o poder de influência do PMDB. Deu errado e só fez irritar ainda mais o partido de Michel Temer”, declarou Toninho do Diap. O plano naufragou por completo. Cid Gomes sendo obrigado a deixar a pasta da Educação depois de atacar, a estudantes universitários, o presidente da Câmara, e de repetir o que disse posteriormente, dentro do plenário. Sem a dupla, o Pros virou nanico e, no último domingo, entregou ao impeachment de Dilma quatro dos seis votos a que tinha direito.

Com o PSD, o divórcio demorou mais tempo. O partido ocupou posições na Esplanada até três dias antes do impeachment na Câmara. Gilberto Kassab comandou o Ministério das Cidades até perceber que não conseguiria entregar os votos exigidos pelo Palácio do Planalto e pulou do barco. Por ironia, o PSD acabou se aliando ao PMDB e 29 deputados da legenda apoiaram o afastamento da presidente, contra oito votos contrários. (Diário de PE/foto reprodução)

Acidente automobilístico deixa uma pessoa morta em Floresta

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Um grave acidente automobilístico deixou uma pessoa morta ontem (23) em Floresta (PE), no Sertão de Itaparica. De acordo com informações, a vítima é Josemir José dos Santos. Ele tinha 52 anos de idade e morreu na hora.

O acidente aconteceu nas proximidades do Trevo de Serra, entroncamento da BR-316 com a PE-390. A Polícia Rodoviária Federal não informou a causa do acidente, mas de acordo com fontes não oficiais o pneu teria estourado e o motorista perdido o controle do carro. O veículo chegou a capotar no meio da pista. (fonte/foto: Blog do Elvis)

Banhistas voltam a relatar “ataques de piranhas” no rio São Francisco

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O leitor do Blog Wendel Novais ficou assustado com o que chamou de “ataque de piranhas” hoje (24), em um passeio que fez ao Rio São Francisco. Ele relata que a água turva é ambiente ideal para que os peixes distribuam mordidas. (mais…)

Pernambuco foi da glória ao declínio em cinco anos, diz jornal

Frente Popular de PernambucoO governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), pegou uma bomba prestes a explodir ao ser eleito em outubro de 2014. Muitos já diziam isso nos bastidores, mas o jornal O Estadão escancarou essa realidade com todas as letras numa reportagem veiculada ontem (23).

O Estadão mostra que a crise econômica já se revela a mais severa do país, mas em poucos lugares ela se materializa de forma tão clara como em Pernambuco.

O jornal lembrou, entre outras coisas, que o setor de petróleo e gás ‘naufragaram’ diante da enxurrada de denúncias levantadas pela Operação Lava-Jato e os casos de microcefalia, causados pelo Aedes aegypti, ‘nocautearam’ o estado. Sem falar na retração das vendas no varejo, que acumularam uma retração de 10% em 12 meses (mais que o dobro da média nacional).

O estado sofre ainda com a queda na produção industrial de 26% em relação ao não anterior, puxado pela indústria de alimentos, especialmente laticínios e açúcar, que penam com a seca, e o desemprego na capital Recife já atinge 10% da população. A coisa não está fácil para o governador. (foto/reprodução arquivo)

 

Artigo do leitor: O Velho Chico e a novela que “desvirtua” o povo nordestino

velho-chicoA leitora Magdala Domingues Costa resolveu desabafar contra a “realidade desvirtuada” que a novela da Rede Globo, ‘Velho Chico’, faz do povo nordestino. E ela não deixa de ter razão.

Confiram:

Senhor Carlos Britto,

Sou apenas uma cidadã indignada, apolítica, medianamente instruída e razoavelmente inteligente, que se insurge com o desserviço que a Rede Globo presta ao país retratando aspectos tão medíocres, falsos na novela “Velho Chico”.

Descobri seu blog e venho trazer minha contribuição em nome das duas nordestinas que trabalham comigo, que me pediram que reclamasse, neste português: “não somos burras, nossa gente não é assim, suja, feia”.

O que deveria ser uma ode ao grande rio genuinamente brasileiro, tornou-se uma narrativa tão cretina que elas estão furiosas, ofendidas e já se recusaram a acompanhar a novela…pasme!!

Pediram-me que escrevesse para alguém, protestando, acredite, torno a lhe assegurar.

Tenho 77 anos e prescindo da assistência delas – uma analfabeta, mas de grande sensibilidade – devido a limitações impostas pela minha saúde.

Afora minha visão “elitista”, realmente, não dá para ficar indiferente.

Onde o autor ou diretor de arte, sei lá que nome tenha, foi encontrar os tipos retratados?

Suas roupas maltrapilhas, sujas e suarentas, sugerem que os nordestinos daquelas paragens sejam horrorosos e quase asquerosos. Em pleno século XXI usam telefone celular, possuem uma “cooperativa” onde guardam arquivos e existem vários computadores. Entretanto as empregadas domésticas da fazenda parecem escravas alforriadas, à beira de fogões a lenha e coadores de café pré-históricos.

Como há um viés político que não consegui ainda entender, imagino-me diante de um quadro surrealista, sem a mínima lógica ou objetivo razoável.

Viajei muito pelo mundo dito desenvolvido procurando aprimorar minha instrução, aproveitando todas as oportunidades de enriquecer-me culturalmente. Nesse aspecto sou uma privilegiada, muito agradeço a Deus e busco levar a meus irmãos mais humildes um pouquinho de informação.

Na Noruega conversei com um guia instruidíssimo interessado em saber detalhes da história do Rio São Francisco, curioso sobre as nossas conhecidas carrancas às quais atribuía semelhança com as proas dos navios vikings, etc. Tomou mil anotações sobre o que expliquei como pude. Então o senhor pode imaginar como me sinto com esse achincalhe, no meu ponto de vista. O “coroné” Saruê – interpretado pelo Antonio Fagundes – de tão caricato parece um palhaço de circo mambembe. O coitado do padre é tão sujo e com um chapéu encardido na carapinha desalinhada que ofende a igreja católica mais “progressista”. E por aí vai.

Não há “liberdade de expressão” que justifique tanta mediocridade, nem viés político de esquerda que possa ser levado a sério. Seria interessante que uma produção desse porte, envolvendo vultosos gastos, contribuísse, além de focalizar os aspectos tristes que bem conhecemos e renegamos, como a jagunçada e os problemas das terras, fossem apresentados o que já conquistamos, a produção de frutas etc. Não sei de onde tiraram aquele “sotaque baiano”. Enfim…

A mim ofende o desrespeito à minha brasilidade, mas me incomoda sobremaneira a imagem deturpada que transmite sobre uma região tão bela, rica, de população tão afável e hospitaleira, cujos milhares de representantes migrantes, construíram, humildemente anônimos, as grandes metrópoles, como a que habito. Sou apenas um sussurro, mas empresto essa voz impotente para solicitar a outros mais jovens, como o senhor, que prezem nosso sentimento pátrio e valorizem nossa cultura e tradições.

Cordialmente

Magdala Domingues Costa/Leitora 

(foto/imagem reprodução)

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